Sociedade Brasileira de Economia Política (SEP) foi fundada em 1996 como uma associação sem fins econômicos. Seu objetivo primordial é garantir espaço ampliado de discussão a todas as correntes teóricas e áreas de trabalho que entendam a economia como uma ciência essencialmente social e que, por isso mesmo, tenham na crítica ao mainstream da Economia seu elemento comum e articulador das atividades acadêmicas e políticas.

Dentre as diversas atividades organizadas e/ou incentivadas pela SEP, destaca-se o Encontro Nacional de Economia Política, de periodicidade anual, cuja primeira edição é de 1996. A instituição possui um periódico, a Revista da Sociedade Brasileira de Economia Política, e articula estudos e pesquisas de seus associados em grupos de trabalho temáticos. A SEP articula-se com instituições nacionais e internacionais diversas, dentre as quais a Associação Nacional dos Centros de Pós-Graduação em Economia (ANPEC) e a Associação Nacional dos Curso de Graduação em Economia (ANGE) e a Sociedad Latinoamericana de Economía Política y Pensamiento Crítico (SEPLA).

XXXI ENCONTRO NACIONAL DE ECONOMIA POLÍTICA

O objetivo geral do XXXI ENEP, a ser realizado no ano de 2026 sob o tema “O futuro do capitalismo: retrocessos, resistências e alternativas”, é debater e mapear as tendências da sociedade atual em diferentes dimensões. O evento busca refletir criticamente sobre os retrocessos enfrentados nas últimas décadas, como os ataques à democracia brasileira e os ataques comerciais dos Estados Unidos às periferias, mapear as formas de resistência desenvolvidas por movimentos sociais e populares para combater esses ataques e produzir reflexões sobre qual é o projeto de sociedade a ser defendido pelo campo progressista.

O século XXI tem se caracterizado por crises econômicas, políticas e ambientais severas, especialmente nos países periféricos. O crescimento da extrema-direita, a plataformização da economia e as questões climáticas compõem um quadro complexo de retrocessos avaliados pelo pensamento crítico. Neste contexto, torna-se tarefa indissociável analisar como os movimentos sociais e coletivos populares, em suas múltiplas formas de organização e luta, articulam uma resistência a esses processos e produzem experiências concretas de participação e transformação social.

O XXXI ENEP pretende, assim, possibilitar um espaço de diálogos e debates que explorem as relações entre as lutas da periferia em suas diferentes dimensões e a capacidade de interferir nos espaços de decisão, com propostas de demandas e interlocução com práticas sociais já existentes, como o movimento Vida Além do Trabalho (VAT). A partir da economia política e do pensamento crítico a ela associado, o evento busca ampliar a discussão sobre os mecanismos de exclusão e subordinação junto à sociedade civil.

Em caráter propositivo, o evento discute as alternativas da democracia no Brasil pelo fortalecimento de processos participativos, pela valorização do conhecimento produzido nas periferias e pela integração entre movimentos sociais, academia e instituições públicas. Em última instância, o XXXI ENEP visa não apenas analisar os limites do capitalismo contemporâneo e da crise democrática, mas também mapear caminhos possíveis para alternativas no Brasil e na América Latina e o protagonismo do Sul Global na atualidade.

Local: Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Datas: 09 a 12 de junho de 2026

Tema: O futuro do capitalismo: retrocessos, resistências e alternativas

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Informações e dúvidas: enep@sep.org.br